vazio de ti
trago em mim aromas dos perfumes
e suores que habitaram meus pulmões
e ainda os sinto quando fecho os olhos
na derme trago tatuagens invisíveis
esculpidas no roçar de peles e pelos
que nunca serão apagadas
as texturas do arrepio
o brilho do sorriso, o rubor
da face encabulada, serão eternos
não se perdeu o gosto do beijo, nem
o som festivo das gargalhadas, tampouco
a solitude dos inevitáveis silêncios
foste levando em ti algo de mim, deixando
um vazio cheio de ti que ainda insisto
vez ou outra, em sonhos reviver